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IA pode tornar os ciberataques mais rápidos e sofisticados

A Inteligência Artificial está a mudar rapidamente a forma como utilizamos a tecnologia. Mas as mesmas ferramentas que podem ajudar a proteger computadores e redes também podem ser utilizadas por atacantes.

No final de agosto, mais de 120 organizações de tecnologia, cibersegurança, finanças e infraestruturas apelaram a governos e empresas para reforçarem as defesas digitais perante a evolução das capacidades da IA. Entre os signatários estão empresas como a Microsoft, Google, Amazon Web Services, Cisco e várias empresas especializadas em segurança informática.

A preocupação está relacionada com a capacidade dos modelos mais avançados para analisar sistemas, encontrar vulnerabilidades e automatizar determinadas tarefas. À medida que estas ferramentas se tornam mais acessíveis, algumas técnicas que anteriormente exigiam conhecimentos especializados podem tornar-se mais fáceis de executar.

O problema não está apenas nos computadores pessoais. Redes de hospitais, empresas, bancos, sistemas de abastecimento de água e outras infraestruturas críticas podem tornar-se alvos particularmente importantes.

Isto cria uma espécie de corrida entre atacantes e defensores: se a Inteligência Artificial permite automatizar ataques, também terá de permitir automatizar e melhorar a defesa.

Para quem está a aprender Redes, a mensagem é simples: uma rede não serve apenas para ligar computadores. É também uma estrutura que precisa de ser protegida, monitorizada e mantida.

E quanto mais dependemos das redes, maior é o impacto de uma falha de segurança.

O futuro da cibersegurança poderá ser, em grande parte, uma corrida entre inteligências artificiais.

Imagem de destaque:Foto de Steve A Johnson na Unsplash

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